Não é uma bonequinha?
*Nome gentilmente escolhido pela dinda Cláudia.
*Nome gentilmente escolhido pela dinda Cláudia.

Na verdade, saudade é bom e pode ficar. A tristeza é que está indo embora...“Cantar quase sempre nos faz recordar
Sem querer
Um beijo, um sorriso, ou uma outra ventura qualquer
Cantando aos acordes do meu violão
É que mando depressa ir-se embora
saudade que mora no meu coração”
Sempre ouvi dizer que gatos têm sete vidas. Nem todos: Bastet tinha apenas uma, que se foi no domingo, 28 de março. Com ares de siamesa, não escondia os traços da mais pura descendência vira-lata. Quando desmamada, a bichinha de 650 gramas veio morar conosco. Mostrou os dentes na primeira manhã, demonstrando a insatisfação em sair do aconchego de sua mãezinha, que havia sido abandonada prenhe. Adotamos a fera e enfrentamos a tarefa de conquistar aquela personalidade forte. Aos poucos, Bastet se deixou envolver. Carícias na barriga, só quando ela estava a fim. Mas, nesses momentos, fechava os olhinhos mostrando todo o prazer de estar em nossa companhia.
Nuvem e Bastet vivem conosco há dois anos. Aprendemos, aos poucos, a dividir a casa com as bichanas. Ou será que ocorreu o contrário? Já não imaginamos assistir a um filme ou sentar em frente ao computador sem a serena companhia das duas.
Enfrentamos, porém, um grande problema que imagino não ser apenas nosso. Quando estamos longe de casa, a tecnologia não oferece recursos que nos ajudem a manter contato com as habitantes que miam. Não adianta enviar e-mails, telefonar ou mandar torpedos. Nem sequer outra pessoa nos substitui ou serve para amenizar a falta que elas sentem de nós. Mesmo se instalássemos câmeras pela casa, apenas poderíamos vigiá-las, mas elas não perceberiam nossa presença.
Ao girar a chave e abrir a porta, percebo um par de focinhos ávidos por algo que só eu ou o Duda podemos fornecer. Vejo rabos balançando, barrigas sendo expostas com um só objetivo. Só depois, é claro, de uma boa espreguiçada ou uma coçada na orelha, afinal estamos falando de gatas! Impossível não largar tudo para fazer carinho na dupla mais dengosa do pedaço. Brinco, converso e afofo bem os pelos de cada uma. Ouço um motorzinho avisando que está feliz com minha presença. Olhos se fecham e não escondem que esperaram ansiosamente por esse momento durante todo o dia.
A primeira conclusão a que chego é que a tecnologia pode diminuir distâncias, mas o contato direto continua sendo insubstituível. A segunda, modéstia à parte, é que sou a bolachinha mais recheada do pacote!
“Por que você não olha pra mim
Por que você diz sempre que não
Por que você não olha pra mim
Em cima dessas rodas também bate um coração”
Tive o prazer de conhecer o Museu da Língua Portuguesa no final de semana retrasado. A experiência é maravilhosa e emocionante! Parei pra pensar na beleza do nosso idioma e tive a rara e verdadeira sensação de orgulho de ser brasileira, apesar do nome da nossa língua ser portuguesa.Poema de Helena Lanari
Gosto de ouvir o português do Brasil
Onde as palavras recuperam sua substância total
Concretas como frutos nítidas como pássaros
Gosto de ouvir a palavra com suas sílabas todas
Sem perder sequer um quinto de vogal
Quando Helena Lanari dizia o "coqueiro"
O coqueiro ficava muito mais vegetal
Fotos, autógrafos, contatos e conversa da boa! Assim foi a noite de sábado passado do Duda. E eu também estava lá, clicando e babando, no lançamento do livro Poe 200 anos – Contos Inspirados em Edgar Allan Poe. O evento foi no Bardo Batata e contou com a presença de escritores, da mídia eletrônica especializada e de fãs, é claro. Essa é a nona antologia que o Duda participa e mais três já estão no forno para lançamento em breve.
Mais fotos aqui.
No carnaval deste ano, trocamos o ziriguidum pelas rotas de enoturismo: fomos para Bento Gonçalves. Choveu na segunda-feira, é verdade, mas nada diminuiu nosso prazer em degustar os deliciosos espumantes e iguarias da Serra Gaúcha.
Tive experiência com cinema 3D há algum tempo, com animações e documentários. Mas é outra coisa ver filmes da programação normal na telona! Ainda não testei a sala do Iguatemi; as outras são ótimas.
Na última quarta assisti à peça A mulher que escreveu a bíblia, inspirada no livro de Moacyr Scliar. Inez Viana dá um show de interpretação, vivendo a história de uma mulher que, a partir de uma regressão, descobriu ter sido a mais feia esposa do Rei Salomão e, também, escritora de textos sagrados.
Sem dúvida, 1989 não foi um ano importante apenas para a história do mundo, mas pra história da minha vida. Foi o ano em que completei 18 anos, em que votei pela primeira vez (e pra presidente!) e a queda do muro de Berlim foi um fato extremamente marcante. Eu estava estudando para o vestibular e, de repente, o maior monumento da guerra-fria tinha caído por terra. Sabia que aquele momento seria fundamental para o recomeço de uma nova história da Alemanha e do planeta.
