domingo, 25 de abril de 2010

Ave, Bastet!

Sempre ouvi dizer que gatos têm sete vidas. Nem todos: Bastet tinha apenas uma, que se foi no domingo, 28 de março. Com ares de siamesa, não escondia os traços da mais pura descendência vira-lata. Quando desmamada, a bichinha de 650 gramas veio morar conosco. Mostrou os dentes na primeira manhã, demonstrando a insatisfação em sair do aconchego de sua mãezinha, que havia sido abandonada prenhe. Adotamos a fera e enfrentamos a tarefa de conquistar aquela personalidade forte. Aos poucos, Bastet se deixou envolver. Carícias na barriga, só quando ela estava a fim. Mas, nesses momentos, fechava os olhinhos mostrando todo o prazer de estar em nossa companhia.

Nunca arranhou alguém por querer. A única vítima de suas garras foi sua fiel companheira Nuvem que, volta e meia, torrava sua paciência com brincadeiras que não lhe agradavam, como correr e saltar. Nuvem, aliás, também está sentindo sua falta.

É provável que Bastet e seus irmãos, duas ferinhas que também morreram pouco depois de terem sido vacinados, tivessem problemas congênitos de saúde. O importante é que ganharam carinho, conforto e atenção de quem os acolheu.

Há um mês não desfrutamos da presença da siamesinha vira-lata. Aguardo o momento em que a tristeza vá embora e fiquem só as boas lembranças. Sinto falta de suas longas sessões de carinho, do miado alto pedindo atenção, da terna companhia no sofá. Nossa casa perdeu uma ilustre moradora. O céu, com certeza, ganhou uma estrela a mais.

4 comentários:

carai disse...

Não tem nada melor que a simplicidade de um gato <3 Meus sentimentos.

lila rizzon disse...

Rô!
Sinto muito, querida!Que perda... Vc e Duda devem estar sentindo muito a falta da Bastet. Com certeza, é uma estrelinha no céu a iluminar nossos caminhos.
Beijo e saudades,

Carla disse...

Ah Roberta, que pena...
Infelizmente os animais tem uma vida tão curta! Mas o importante é que ela teve a sorte de ser bem cuidada, com todo o carinho que eles merecem!
Bjs pra vcs!

Menina do dedo azul disse...

Coloquei-me no teu lugar e, como uma amante de vira-latinhas com ascendência siamesa, que me compadeci. Vou te seguir, tá?